argumentum ad novitatem
postado por Rafael Gatti
O apelo à novidade é uma falácia em que alguém prematuramente afirma que uma ideia ou proposta é correta ou superior, unicamente porque ela é nova. Apelar à novidade é seguir tendências e acreditar nelas apenas por serem novas. Essa falácia pode assumir duas formas: superestimar o novo sem antes promover uma investigação a respeito disso, supondo que, de qualquer maneira, seja superior, ou subestimar o status quo, prevendo que seja pior somente por ser antigo. A investigação pode comprovar se o novo é melhor ou pior, mas aceitá-lo sem ela caracteriza essa falácia.
Wikipédia
Oi Gatti! Tenho duas perguntas-provocação, já que você levantou a peteca de um assunto tão interessante num post tão curtinho: 1) será que as tendências são invariavelmente calcadas em novidades? O que seria uma “tendência retrô”, então? e 2) Apelar para o “Agora, todo mundo pode ter um carro japonês” é mais válido do que apelar pra uma pseudo-novidade, conforme demonstrado no anúncio? bjs!
Olá Luiza! Antes de tudo, desculpe pela demora em devolver um comentário. Nem sei se ainda voltará para ler este, rs. Só agora consegui parar focar com a devida concentração que estes seus pontos exigem. Comentando ponto a ponto então, na sequencia:
1) Achei interessante, lendo esse artigo na Wikipédia sobre o “apelo à novidade”, descobri que também existe sua oposição. Seria o “apelo à tradição”. Talvez a onda do retrô caminhe um pouco nesta direção, apesar de raramente ocorrer uma apropriação total de um desenho de um produto já ultrapassado por exemplo. Sempre sou um pouco desconfiado sempre que se fala de tendências, pois na maioria das vezes o que parece algo legítimo e espontâneo não passa de uma estratégia de vendas muito bem planejada. Então concordo com você, o apelo pode apontar para diversos lados, não só para o da novidade. Talvez este seja o mais fácil e também aquele que toca o design com mais força. É o famoso “mais do mesmo”.
2) Bem pensado, realmente, este é o ponto engraçado, senão incoerente, deste comercial. Ao mesmo tempo em que critica o tal “apelo à novidade”, promove o “apelo à tradição”. Ambos igualmente vazios se não acompanhados de justificativas e argumentos objetivos. “Agora todo mundo pode ter um carro japonês”. Japonês é melhor do que chinês? Quantos argumentos objetivos foram apresentados? Eh… estão fazendo pouco do cliente da Nissan!
O que acha? Razoável? Brigadão pelo comentário, prestigia o nosso blog.