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	<title>Blog Simples</title>
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		<title>Asterisco no Salão Design</title>
		<link>http://www.designsimples.com.br/blog/asterisco-no-salao-design-2010/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 21:15:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Gatti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design]]></category>

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		<description><![CDATA[
Durante os dias 22 à 26 de Março, aconteceu em Bento Gonçalves a maior feira do setor de móveis da América Latina, a Móvel Sul. Esta abriga o Salão Design, que expõe produtos selecionados através de concurso, onde nossa mesa Asterisco esteve presente!
Mais informações sobre o Salão Design: http://salaodesign.wordpress.com
Sobre a Mesa Asterisco: http://www.designsimples.com.br/asterisco/sobre-mesa-asterisco.html
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-205" title="móvel sul" src="http://www.designsimples.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/aster-ms.jpg" alt="móvel sul" width="530" height="153" /></p>
<p>Durante os dias 22 à 26 de Março, aconteceu em Bento Gonçalves a maior feira do setor de móveis da América Latina, a Móvel Sul. Esta abriga o Salão Design, que expõe produtos selecionados através de concurso, onde nossa <a href="http://www.designsimples.com.br/asterisco" target="_blank">mesa Asterisco</a> esteve presente!</p>
<p>Mais informações sobre o Salão Design: <a href="http://salaodesign.wordpress.com/" target="_blank">http://salaodesign.wordpress.com</a></p>
<p>Sobre a Mesa Asterisco: <a href="http://www.designsimples.com.br/asterisco/sobre-mesa-asterisco.html">http://www.designsimples.com.br/asterisco/sobre-mesa-asterisco.html</a></p>
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		<title>Projeto REVALE</title>
		<link>http://www.designsimples.com.br/blog/projeto-revale/</link>
		<comments>http://www.designsimples.com.br/blog/projeto-revale/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 31 Jan 2010 04:23:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Gatti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design]]></category>

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		<description><![CDATA[
Apresentamos as linhas de produtos feitos com madeira de pallets reaproveitada. Trata-se de uma parceria com a Cooperativa Unindo Forças, localizada no bairro do Vale do Sol em Barueri. Veja mais: designsimples.com.br/revale
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-202" title="revale" src="http://www.designsimples.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/revall.jpg" alt="revale" width="530" height="153" /></p>
<p>Apresentamos as linhas de produtos feitos com madeira de pallets reaproveitada. Trata-se de uma parceria com a Cooperativa Unindo Forças, localizada no bairro do Vale do Sol em Barueri. Veja mais: <strong><a href="http://www.designsimples.com.br/revale" target="_blank">designsimples.com.br/revale</a></strong></p>
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		<title>A função Poética e o Design</title>
		<link>http://www.designsimples.com.br/blog/a-funcao-poetica-e-o-design/</link>
		<comments>http://www.designsimples.com.br/blog/a-funcao-poetica-e-o-design/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 16:18:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design]]></category>

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		<description><![CDATA[
Novamente, meu post acaba vencendo o prazo dos 15 dias a que me propus&#8230; E o pior é que foi por minha culpa, pois achei que seria mais fácil escrever esse post, mas acabei tendo que estudar muito mais do que pensava para escrevê-lo&#8230;
O tema é simples: enxergar relações úteis ao projeto de design no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-192" title="poesia" src="http://www.designsimples.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/poesia.jpg" alt="poesia" width="530" height="153" /></p>
<p>Novamente, meu post acaba vencendo o prazo dos 15 dias a que me propus&#8230; E o pior é que foi por minha culpa, pois achei que seria mais fácil escrever esse post, mas acabei tendo que estudar muito mais do que pensava para escrevê-lo&#8230;</p>
<p>O tema é simples: enxergar relações úteis ao projeto de design no conceito de função poética proposto pelo lingüista Roman Jakobson. Penso que entender um pouco melhor isso pode ser útil ao desenvolvimento de algum projeto (vejo qualquer teoria como uma aliada à prática. Se não há possibilidade prática numa teoria, desculpe, mas é perca de tempo).<span id="more-189"></span></p>
<p>Bom, o modelo de Jakobson para as funções de linguagem é bastante conhecido, mas vou colocá-lo abaixo para aguçar nossa memória, tão falha e seletiva (ao menos a minha&#8230;):</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-190" title="jakobson" src="http://www.designsimples.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/jakobson.jpg" alt="jakobson" width="530" height="153" /></p>
<p>Não acho que tenha que explicar cada uma das funções, mas posso deixar uma referência:</p>
<p style="padding-left: 30px;">JAKOBSON, R. Linguística e comunicação &#8211; Ed. Cultix<br />
CAMPOS, H. A arte no horizonte do provável &#8211; Ed. Perspectiva</p>
<p>Lá existem dois textos bastante claros e explicativos sobre o tema das funções de linguagem. Aqui, vou tentar focar no que se refere às suas relações com o design, em especial da função poética.</p>
<p>Essa teoria proposta por Jakobson é aplicável, evidentemente, em qualquer contexto onde exista comunicação, já que ela se propõe a entender as possibilidades de classificação quanto ao foco da mensagem (se ela se foca no &#8220;contato&#8221; entre o remetente e o destinatário, tem um caráter fático, de enfatizar o desejo comunicativo para gerar uma resposta do destinatário, como um &#8220;alô?&#8221; ao telefone, ou, usando um exemplo do design, com letras garrafais e cores contrastantes numa peça gráfica de cartaz).</p>
<p>A poética, no entanto, é uma função interessante para focarmos, pois traz especificidades que podem ser bastante úteis a nós. Vou começar colocando o modo como Jakobson entende a estrutura da poética.</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Qual é o critério lingüístico empírico da função poética? Em particular, qual é o característico indispensável, inerente a toda obra poética? Para responder a essa pergunta, devemos recordar os dois modos básicos de arranjo utilizados no comportamento verbal, seleções e combinações (&#8230;). A seleção é feita em base de equivalência, semelhança, sinonímia e antinonímia, ao passo que a combinação, a construção da seqüência, se baseia na constigüidade. A função poética projeta o princípio de equivalência do eixo da seleção sobre o eixo de combinação. A equivalência é promovida à condição de recurso constitutivo de seqüência&#8221;.</p>
<p>Resumindo (ou traduzindo), a função poética existe quando algo é tomado como significativamente equivalente a outra coisa alheia a ela, quando a relação natural é que existisse em algo que mantém uma relação direta (sinonímica) com ela. Em outras palavras ainda (e aqui é um ponto importante para o post), é na existência de metáforas e metonímias.</p>
<p>Essas duas palavras são a chave para entender o modo de pensamento que o designer deve ter para com a função poética, e o uso de uma ou outra pode variar de acordo com o tipo e momento do projeto.  A metonímia acontece quando substituimos um termo por outro que se refere diretamente no contexto (a parte pelo todo, ou o conteúdo pelo continente, etc&#8230; <a title="metonímia e design" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Meton%C3%ADmia" target="_self">Aqui</a>, link para a wikipédia para aqueles que se esqueceram das aulas da 7ª e 8ª séries).</p>
<p>Já a metáfora se dá quando essa relação não é direta, mas compreensível por determinado caráter de similaridade entre os termos que se substituem (mais um <a title="Metáfora e design" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Met%C3%A1fora" target="_self">link</a> para a wikipédia). Caso ainda exista alguma dúvida quanto aos conceitos de metáfora e metonímia, vou colocar mais um trecho do Jakobson, que pode nos clarear um pouco mais as idéias (sobre essas duas funções de linguagem, recomendo ainda um texto do próprio Jakobson que está nesse livro, no qual ele discorre sobre a Afasia, uma doença de teor comunicativo, e que possui duas grandes variantes: uma onde o indivíduo não assimila metáforas, e outra onde ele não assimila metonímias).</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;De vez que a poesia visa ao signo, ao passo que a prosa pragmática visa ao referente, estudaram-se os tropos e as figuras essencialmente como procedimentos poéticos. o princípio de similaridade domina a poesia (&#8230;). Pelo contrário, a prosa gira essencialmente em torno de relações de contiguidade. Portanto, a metáfora, para a poesia, e a metonímia, para a prosa, constituem a linha de menor resistência, o que explica que as pesquisas acerca dos tropos poéticos se orientam principalmente para a metáfora.&#8221;</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-191" title="metafora-metonimia" src="http://www.designsimples.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/metafora-metonimia.jpg" alt="metafora-metonimia" width="530" height="153" /></p>
<p>Pois bem, acredito que podemos enxergar no design ambos os casos poéticos, mas em momentos diferentes tanto de projeto quanto de uso e vivência do objeto. A metonímia estaria no que se refere à usabilidade e cognição básica do objeto, enquanto a metáfora está na fruição secundária do mesmo. Vou me estender um pouco mais sobre cada um deles.</p>
<p>Já que a metonímia se constitui por uma continuidade de idéia de um conceito a outro, enxergamos isso claramente, por exemplo, no uso de ícones em dispositivos de acionamento, como o desenho de uma flecha para a esquerda simbolizando o &#8220;play&#8221;, e de duas flechas simbolizando o &#8220;fast forward&#8221;. Isso funciona melhor que colocar um &#8220;P&#8221; de Play, ou do que um &#8220;FF&#8221; de FastForward&#8221;, já que não há semelhança cognitava alguma entre as palavras e as ações. É importante o uso metonímico em momentos onde a rapidez e a clareza são importantes, e por isso o associei diretamente à usabilidade. Haver uma coerência direta entre o símbolo usado e sua função no todo é fundamental para um bom desempenho do objeto. É interessante aqui colocar mais um pequeno trecho de Jakobson.</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Na linguagem normal, a palavra é ao mesmo tempo parte integrante de um contexto superior, a frase, e por si mesma um contexto de contituintes menores, os morfemas (unidades mínimas dotadas de significação) e os fonemas&#8221;.</p>
<p>Em outro post, coloquei sob o olhar da fenomenologia a importância de se chegar a um projeto coeso no seu todo, para que o projeto tenda a ser um momento, e não apenas um objeto feito de partes (<a title="design e fenomenologia" href="http://www.designsimples.com.br/blog/conceituando-a-simplicidade/" target="_blank">link para esse post</a>). A metonímia faz parte desse processo, já que se constitui de uma unidade do projeto (que poderiamos entender como o morfema de Jakobson), mas que procura construir-se numa unidade de sentido com o todo.</p>
<p>A metáfora, por outro lado, constitui na parte que permite algum tipo de ambiguidade no projeto. Um patern, ou mesmo um logo (esse pode caracterizar-se por ambas figuras de linguagem, tanto a metáfora quanto a metonímia), ou no caso de um objeto, uma referência biomórfica, etc., funcionam a partir da metáfora.</p>
<p>Esse foco aqui apresentado pode variar. Num grande banner pode ser melhor que o uso de uma boa metáfora sirva para primeiro captar a atenção do passante, e o caráter metonímico fica num segundo momento, quando se deve assimilar aquilo que se expõe a um produto, serviço, ou o que quer que seja. No entanto, é bastante claro que ambos devem existir.</p>
<p>Eu poderia terminar o post aqui, mas vejo que alguém poderia perguntar: &#8220;mas Edu, entendi o que quis dizer. Só acho, entretanto, que você escreve tudo isso tentando adequar o conceito de poética ao funcionalismo, sendo que alí não há poesia, mas uma secura sígnica que só eles viam como bom. Para mim, a poética está mesmo nos grupos que deram um passo a mais, ou seja, podemos enxergar realmente a poética nos pós-modernos, ou no design autoral contemporâneo, onde há realmente poesia alí&#8230; O objeto nos fala.&#8221;</p>
<p>&#8220;Certo&#8221;, diria eu, &#8220;entendo o que quer dizer, mas não sei se o foco desse projeto é realmente o seu caráter metafórico (ou poético), ou se ele acaba muito mais subsistindo por outra função de linguagem que não a poética, e sim a metalinguagem&#8221;.</p>
<p>A essência desse tipo de trabalho, ou se quisermos colocar também no rolo os irmãos Campana, acho que está na sua metalinguagem, na sua conversa com o código &#8220;design&#8221;, muito mais do que com seu uso, função, ou poética. Tratam-se, a priori, de subversões de conceitos anteriores (no caso dos grupos pós-modernos, do funcionalismo), e que acabam readequando a poética inerente a eles. Por isso os Campana são tão aplaudidos no mundo do design, sendo que o restante da população não conseguiria aceitar que uma mesa feita de ralos de banheiro seja algo interessante e digno de prêmios. Não faz parte do código deles a história do design, ou as influências dos Campana, ou o que quer que seja. No entanto, um projeto que lança mão da função poética a partir da metáfora e metonímia como as coloquei acaba chegando a todos, e sendo um objeto ou projeto completo, já que dialoga com um código quase universal, que pelo menos a maioria consegue apreender. E se design é comunicação, vale colocar aqui o conceito que Haroldo de Campos assumi para seu texto sobre o tema da poética (presente no livro que indiquei acima): &#8220;(&#8230;) a comunicação consiste no estabelecimento de uma unidade social, a partir de indivíduos, através do uso de linguagem ou signos&#8221;. Se não há essa unidade social, não há comunicação. Se não há comunicação, não há design.</p>
<p>______________________________</p>
<p><img style="float: left; clear: none; margin-top: 0pt; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0pt; border: initial none initial;" title="foto" src="http://www.designsimples.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/09/foto.jpg" alt="foto" width="80" height="80" /><strong style="font-size: 1em; font-weight: normal; font-style: normal;">Eduardo Camillo K. Ferreira</strong><br />
Estudante do curso de graduação em Design na FAU USP, sócio fundador da Mínimo Design, e idealizador do recém lançado <a title="Design em Artigos" href="http://www.designemartigos.com.br" target="_blank">Design em Artigos</a>. Postará quinzenalmente no blog Simples sobre assuntos relacionados a teorias de base do Design.</p>
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		<title>Design em Artigos</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 12:13:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Gatti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
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Trata-se de um projeto idealizado por Eduardo Ferreira (quem acompanha nosso blog sabe de quem estou falando) cuja missão será a de divulgar artigos sobre design que contenham boas idéias sobre o assunto. Qualquer um pode enviar textos, que serão selecionados pela qualidade da pesquisa, não pelo título que a pessoa possui. Acesse através do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-184" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="Design em Artigos" src="http://www.designsimples.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/lanc_dea.jpg" alt="Design em Artigos" width="576" height="116" /></p>
<p>.</p>
<p>Trata-se de um projeto idealizado por Eduardo Ferreira (quem acompanha nosso blog sabe de quem estou falando) cuja missão será a de divulgar artigos sobre design que contenham boas idéias sobre o assunto. Qualquer um pode enviar textos, que serão selecionados pela qualidade da pesquisa, não pelo título que a pessoa possui. Acesse através do seguinte endereço: <a href="http://www.designemartigos.com.br" target="_blank">http://www.designemartigos.com.br</a></p>
<p>.</p>
<p>O Design Simples apoia esta iniciativa e recomenda a participação!</p>
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		<title>O design e a ética de valores</title>
		<link>http://www.designsimples.com.br/blog/o-design-e-a-etica-de-valores/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 15:36:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design]]></category>

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Retomando os posts no Design Simples após um breve recesso, gostaria de trazer uma discussão que me pareceu interessante após uma pesquisa para um trabalho, e também que me pareceu relevante pelos comentários do post O Design do Improviso. E é justamente o tema da ética, como ela é vista hoje, e como foi vista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-176" title="etica" src="http://www.designsimples.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/etica.jpg" alt="etica" width="530" height="153" /></p>
<p>Retomando os posts no Design Simples após um breve recesso, gostaria de trazer uma discussão que me pareceu interessante após uma pesquisa para um trabalho, e também que me pareceu relevante pelos comentários do post<a href="http://www.designsimples.com.br/blog/improviso/"> O Design do Improviso</a>. E é justamente o tema da ética, como ela é vista hoje, e como foi vista em outro momento da história. E ainda tentar perceber como o design se insere nessas duas propostas de viver a ética.</p>
<p>A ética, historicamente, pode ser vista principalmente sob dois pontos de vista: uma ética moral natural do homem; e uma ética cultural, constituída por uma maioria (ou não) que decide o que é melhor ou não para uma pessoa. Esses dois moldes de ética são chamados, respectivamente, de <strong>ética dos Valores</strong> e <strong>ética Utilitarista</strong>. A primeira nasce com Sócrates, e desenvolve-se sobretudo com Aristóteles, e a segunda parte de Kant, e se desenvolve pela filosofia moderna (sim, a ética é uma disciplina da filosofia!). Vou tentar ser breve na descrição de ambas, e depois, fazer uma análise de caso para averiguar como cada uma se comportaria em determinada situação.</p>
<p><span id="more-175"></span></p>
<p>Aristóteles parte de um ponto importante na hora de propor sua ética: todo homem deseja ser feliz. Ser feliz parte da busca do bem, ou do que se imagina ser um bem (o que nos leva a concluir que podemos nos enganar quanto à qualidade &#8220;ser bom&#8221; de alguma ação). Alguém que furta um objeto, o faz porque acredita que esse ato lhe trará algum benefício, e, assim, a felicidade. No entanto, existem ações que são intrinsecamente ruins, como a do exemplo que dei. Se apropriar de algo que não lhe pertence em momento algum é bom, não é uma ação boa (vou fazer uma ressalva, pois já estive em discussões sobre isso, onde a pessoa argumentava que não existe ação boa ou ruim, pois uma ação é apenas uma movimentação física, ou seja, chutar uma perna de uma senhora de idade não é em si ruim, mas apenas um movimento pendular de um anexo corporal, que colide pontualmente num outro anexo corporal de outra pessoa, e que, por causa da ação e reação, além de poder causar algum incômodo ao membro que efetuou o impacto, necessariamente causará dor e inchaço na região do membro do sujeito passivo da ação. Resumindo, a maldade não está no ato, mas na intenção. Talvez o &#8220;chutador&#8221; tenha feito isso para tirar a perna da senhora de uma situação de risco, como de uma mordida de víbora. Concordo com o caso apresentado, mas o ponto é que aqui falamos de &#8220;chute&#8221;. Lá, falamos de &#8220;roubo&#8221;, e esse já possui na própria palavra e ação uma carga intencional que não varia: é pegar algo de alguém que não lhe é permitido pegar. Assim, vou tentar especificar melhor quando for trazer exemplos, e peço que o leitor não seja chato e tente entender o que estou propondo). Dessa forma, não estará sendo realmente feliz, pois a felicidade reside em fazer a bondade. Mais ainda, Aristóteles coloca que é fazer a bondade, pelo simples motivo de aquilo ser bom. Um exemplo: você ajuda um cego a atravessar a rua. Porquê? Reconhecimento público? Gorjeta do cego (esse talvez no caso de ser uma criança de 10 anos que está ajudando, e ela quer seu sorvete)? Não. Normalmente, é porque é bom ajudar um cego atravessar a rua. É um bem a ele, e, portanto, é bom que se faça. Assim, ser ético é &#8220;agir em vista ao bem&#8221;.</p>
<p>Coloca ainda Aristóteles que quanto mais se age em vista ao bem, melhor a pessoa é, ou seja, mais virtuosa ela se torna. Assim, no final das contas, adquirir virtudes traz o bem, e ser bom é fazer o bem. Concluímos então que a felicidade acaba sendo consequência de se tornar um homem virtuoso. O filósofo grego chega ao ponto de dizer que quanto mais virtudes um homem tem, mais ele é homem. Interessante, não? A felicidade do homem, assim, estaria em vivenciar sua condição de homem no grau máximo.</p>
<p>Olhando agora pelo outro lado, temos a ética utilitarista. Esta nasce com a filosofia moderna, onde a certeza passa a ser o parâmetro para se aceitar algo filosoficamente (e mesmo empiricamente, como acontecerá no positivismo. Mas tudo nasce com Descartes, e esse é um assunto interessante que valeria a pena ser aprofundado. Fica para outro dia, porque nem é o foco do blog, e nem os leitores terão paciência para ler sobre). Dessa forma, a bondade de algo deixa de ser um parâmetro, pois não é mensurável, mas apenas um &#8220;juízo de valor&#8221;, e o que é bom para um não necessariamente é para outro. Assim, a ética deixa de ser uma busca pessoal, passando a ser algo imposto, ou seja, um conjunto de regras que as pessoas devem seguir, pois, já que não há um possível parâmetro individual de atuação, devemos criar algo que venha a sobrepor-se a todos e ditar seu modo de ser (ou ao menos os limites desse). E, claramente, podemos observar que é daqui que nascem as grandes discussões contemporâneas, como aborto, eutanásia, legalização de drogas, etc., ou seja, deixa-se de olhar a real qualidade do ato, e passa-se a olhar o quanto tal situação compensa ou não ser feita. Daí o nome: a ética se faz pela utilidade de determinada ação para uma parcela da sociedade. Daqui, vemos um ponto interessante, que inclusive é algo que o direito traz como trunfo a si: a interpretação de leis. Para justificar determinado modo de agir, buscam-se furos nesses parâmetros propostos, de forma a poder sobrepor-se a essa imposição, e tirar algum &#8220;benefício&#8221; próprio perante a situação (o furo da Lei Seca é que o indivíduo que é pego para o teste do Bafômetro pode se recusar a fazê-lo, já que ninguém pode ser obrigado a gerar provas contra si mesmo. No entanto, é óbvio que a irresponsabilidade de dirigir embriagado ou alcoolizado não deixa de existir por causa de um furo na lei. Não é ela que vai impedir um possível acidente, mas o que impediria sim é uma consciência pessoal de que tal ato não é prudente, sendo a prudência uma das virtudes que Aristóteles nos propõe).</p>
<p>Discorrido brevemente sobre cada um dos pontos de vista, passamos agora para uma tentativa de estudo de caso. Vou deixar bem claro desde já que poderei ser tendencioso na minha análise, haja visto que, desde os parágrafos anteriormente apresentados, é claro o ponto que defendo como correto, que é justamente a ética de valores. Mas continuemos dessa maneira, e depois podem reclamar de mim pelos comentários.</p>
<p>Vamos supor um caso onde um estudante de design de uma universidade pública se vê na seguinte situação: trabalha numa agência de publicidade, e lá é encarregado de fazer a parte gráfica das campanhas. Aparece um<em> job </em>onde uma loja quer que seus clientes comecem a comprar mais por crédito, de forma a ganhar mais nos juros que cobram. O estudante se vê, assim, num dilema pessoal: ele deveria fazer parte de um projeto cujo objetivo acaba sendo o endividamento de outras pessoas? O problema, imagino, é claro. Vou tentar abordá-lo das duas visões éticas. Primeiro a utilitarista (vejam que não necessariamente ele pensaria dessa maneira, mas é uma possibilidade de solução para o problema, e que eu não acho que seria difícil que se chegasse a essa conlusão).</p>
<p>O estudante pode pensar que ele não seria o real responsável pelo endividamento dessas pessoas, já que quem escolheu e acatou o projeto foi a agência na qual trabalha. Além disso, fornecer crédito não é algo ruim, mas é uma possibilidade de facilitamento de pagamento por parte da loja. E se houver algum problema aí, é total responsabilidade da loja, que assim quer fazer. Além disso, ele é um empregado, está seguindo ordens, e não possui capacidade de decisão. Depois, não há lei para impedir que alguém ofereça crédito, mesmo que isso cause o endividamento da pessoa que compra, isso é lá com ela que não sabe administrar seus ganhos. Assim, para o estudante, não há um real problema ético aqui, e se houver, não recai sobre ele, mas sobre a loja.</p>
<p>Esse é um possível ponto de vista utilitarista. Já se formos olhar pela ótima da ética de valores, acontecerá de maneira completamente diferente.</p>
<p>O aluno deveria pedir para não fazer o trabalho pelos seguintes motivos: a falta de ética está em incentivar as pessoas a comprar por crédito (incentivar porque uma campanha publicitária é justamente para trazer ao subconsciente da pessoa um determinado produto ou serviço, e mostrar que ele é muito vantajoso, e, às vezes, o necessário para a felicidade dela. Obviamente que campanhas não são ruins, mas há modos errados de abordar e assuntos que não deveriam ser tocados e incentivados). Crédito de fato não é ruim, mas quando ele se torna o foco da loja, e não a venda de produtos, que é o que ela se propõe a fazer, acaba havendo um desvio de meta e de integridade que não condiz com algo bom (oferecer serviços e com isso lucrar), mas com algo possívelmente ruim (agir unicamente em vista do lucro, e quanto maior, melhor, independente do modo como se o consegue). Além disso, o aluno estuda numa universidade pública, ou seja, a sociedade como um todo investe nele para que, posteriormente, traga-lhe um retorno. Ao trabalhar num projeto como esse, estaria utilizando o que a sociedade nele investiu unicamente em benefício da loja, e não de todos. Mesmo aqueles que não conseguem administrar seu dinheiro estão investindo no rapaz, e ele estaria cometendo uma injustiça contra ele (sendo a justiça uma das virtudes que Aristóteles coloca). Assim, se agir em vista do bem, o rapaz deveria se afastar do possível mal que causaria à essas pessoas. A base para a ação do estudante, assim, estaria em ser justo, mais do que conservar seu emprego ou jogar nas costas de outro a responsabilidade por um mal.</p>
<p>Bom, como podem ver, fui tendencioso. No entanto, em se pensando em virtude, não haveria uma maneira diferente de encarar o problema. O utilitarista poderia chegar a essa conclusão, mas não pelo foco no bem, e sim, por exemplo, no foco de que endividar as pessoas acaba gerando menos mercado de compra, e assim, a economia pára de crescer (não sou economista, e posso estar falando bobagem). É interessante, no entanto, reparar que, mesmo sendo a ética utilitarista que hoje vigora, muitas pessoas ainda conseguem fazer suas escolhas pelo bem.</p>
<p>Espero ter trazido algo concreto para se pensar no que realmente constitui a ética, e também apresentar uma maneira diferente de entendê-la. Maneira essa que trariam benefícios não apenas pontuais, mas para uma integridade de caráter que repercutiria de maneira grandiosa em todas as ações das pessoas. E é justamente sobre o que é a ética.</p>
<p>______________________________</p>
<p><img style="float: left; clear: none; margin-top: 0pt; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0pt; border: initial none initial;" title="foto" src="http://www.designsimples.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/09/foto.jpg" alt="foto" width="80" height="80" /><strong>Eduardo Camillo K. Ferreira</strong><br />
Estudante do curso de graduação em Design na FAU USP, sócio fundador da Mínimo Design. Postará quinzenalmente no blog Simples sobre assuntos relacionados a teorias de base do Design.</p>
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		<title>Casas Brasileiras</title>
		<link>http://www.designsimples.com.br/blog/casas-brasileiras/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Dec 2009 00:47:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Gatti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design]]></category>

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		<description><![CDATA[
Série de &#8220;pílulas&#8221; que buscam colocar em debate o ideal de mobiliário brasileiro iniciado por Joaquim Tenrreiro. Os espaços são divididos entre quem usa, quem produz e quem pensa o móvel.

Projeto desenvolvido nas disciplinas de &#8220;Mídias Eletrônicas&#8221; e &#8220;Tecnologias Audiovisuais&#8221;, em junho de 2008.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/vg1Xq38cS6o&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/vg1Xq38cS6o&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Série de &#8220;pílulas&#8221; que buscam colocar em debate o ideal de mobiliário brasileiro iniciado por Joaquim Tenrreiro. Os espaços são divididos entre quem usa, quem produz e quem pensa o móvel.</span></p>
<p><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><span id="more-164"></span></span></p>
<p><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Projeto desenvolvido nas disciplinas de &#8220;Mídias Eletrônicas&#8221; e &#8220;Tecnologias Audiovisuais&#8221;, em junho de 2008.</span></p>
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		<title>Mesa Asterisco</title>
		<link>http://www.designsimples.com.br/blog/projeto_asterisco/</link>
		<comments>http://www.designsimples.com.br/blog/projeto_asterisco/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 19:54:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Gatti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design]]></category>

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		<description><![CDATA[
Orgulhosamente anunciamos o lançamento da Asterisco. Um projeto de mobiliário realizado pela equipe Design Simples em parceria com o marceneiro Luiz Antonino, da cidade de Jundiaí. Confira mais detalhes sobre o resultado no hot-site de divulgação do projeto: designsimples.com.br/asterisco

No vídeo acima Luiz conta um pouco da história da mesa e da parceria com nossa equipe.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=8015157&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=8015157&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Orgulhosamente anunciamos o lançamento da Asterisco. Um projeto de mobiliário realizado pela equipe Design Simples em parceria com o marceneiro Luiz Antonino, da cidade de Jundiaí. Confira mais detalhes sobre o resultado no hot-site de divulgação do projeto:<a href="http://www.designsimples.com.br/asterisco" target="_blank"> designsimples.com.br/asterisco</a></p>
<p><span id="more-155"></span></p>
<p>No vídeo acima Luiz conta um pouco da história da mesa e da parceria com nossa equipe.</p>
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		<title>O Design do Improviso</title>
		<link>http://www.designsimples.com.br/blog/improviso/</link>
		<comments>http://www.designsimples.com.br/blog/improviso/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 19:53:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Gatti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design]]></category>

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		<description><![CDATA[

Motivado pelos debates desenvolvidos em posts anteriores, gostaria de trazer à discussão mais um novo ponto de vista sobre o projetar: o dos objetos populares, concebidos de forma não acadêmica e produzidos de forma alternativa.  Acredito que este seja um ponto interessante, pois se trata de um fenômeno situado na fronteira do design e muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-136" style="margin-top: 15px; margin-bottom: 15px;" title="design do improviso" src="http://www.designsimples.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/top_gambiarra.jpg" alt="design do improviso" width="530" height="153" /></p>
<div>
<p>Motivado pelos debates desenvolvidos em posts anteriores, gostaria de trazer à discussão mais um novo ponto de vista sobre o projetar: o dos objetos populares, concebidos de forma não acadêmica e produzidos de forma alternativa.  Acredito que este seja um ponto interessante, pois se trata de um fenômeno situado na fronteira do design e muito ligado às questões de funcionalidade.</p>
<p><span id="more-135"></span></p>
<p>Muito do que escreverei será baseado em estudos já realizados, inclusive recomendo a leitura da dissertação de mestrado de Rodrigo Boufleur  <em>“A questão da gambiarra: formas alternativas de desenvolver artefatos e suas relações com o design de produtos”</em> que pode ser encontrada através do seguinte link: <a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16134/tde-24042007-150223" target="_blank">http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16134/tde-24042007-150223</a></p>
<p>Sem dúvida o design do improviso tem forte relação com fatores sócio-econômicos de uma população, porém o estudo deste fenômeno permanece válido. Entender como as pessoas usam a criatividade, talvez em sua forma mais pura, para driblar a escassez pode ser revelador.</p>
<p>Estes inventos populares podem ser realmente inovadores. Uma característica marcante encontrada na maioria deles é a ênfase na funcionalidade. A criação utilitária com o objetivo de solucionar um problema bem definido é o exemplo mais presente.</p>
<p>O reaproveitamento é outra característica que se repete muito. Reutilizam-se as mais variadas e curiosas partes dos mais diferentes produtos. Aquele aparelho quebrado ou obsoleto é matéria prima para novos rearranjos. Acontecem também os famosos remendos e adaptações como o objetivo de alongar a vida útil de um determinado equipamento.</p>
<p>É interessante notar o distanciamento da estética, que na maioria dos casos é praticamente deixada de lado. Nem sempre estas “geringonças” atendem a critérios de segurança e ergonomia, trazendo enormes riscos ao usuário. No entanto as gambiarras são aceitas, utilizadas e até reproduzidas.</p>
<p><strong>IMPROVISO FEITO EM SÉRIE</strong></p>
<p><strong><img class="alignleft size-full wp-image-137" style="margin-top: 15px; margin-bottom: 15px;" title="improviso em série" src="http://www.designsimples.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/med_gambiarra.jpg" alt="improviso em série" width="530" height="153" /></strong></p>
<p>As imagens acima são exemplos de produtos concebidos para serem produzidos em série, através da lógica do reaproveitamento. Temos (da esquerda para a direita): a <em>Lounge Chair,</em> feita de rodas de bicicleta, de Andy Gregg para a <em>Bike Furniture</em>, uma mesa de centro/luminária construída a partir de um tambor de lava-roupas reaproveitado e uma poltrona que utiliza a estrutura de um carrinho de supermercado restaurada, estas duas últimas peças são comercializadas pela <em>Restore</em>.</p>
<p>Será que estas soluções profissionais são boas respostas ao fenômeno do improviso?</p>
<p><img class="size-full wp-image-139 alignright" title="lavador de arroz" src="http://www.designsimples.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/qua_lavarroz.jpg" alt="lavador de arroz" width="277" height="201" /><strong>O CASO DO LAVADOR DE ARROZ</strong></p>
<p>Cansada de ver sua pia entupida toda vez que preparava o arroz, a dentista Beatriz Zorowich inventou o tão essencial “lavador de arroz”. Com a ajuda do marido, grampeou duas folhas de papel alumínio em duas tigelas e as furou com a ajuda de um prego. O que nasceu como improviso tornou-se invenção patenteada em 1958 e até os dias de hoje vem sendo produzida industrialmente.</p>
<p>NOVOS DESAFIOS</p>
<p>Um grande leque de desafios pode ser definido a partir do fenômeno do improviso, questões como: padronização, individualização, obsolescência, descarte, reuso, relações de produção e consumo. Como podemos nos posicionar diante destas constatações? Os dois casos apresentados ilustram dois caminhos, talvez opostos, que ligam a solução improvisada com a solução seriada. Qual será a ideal, a mais honesta, a mais sustentável? Serializar o improviso, como no mobiliário de rodas de bicicleta, ou transformar o improviso em serialização, como no lavador de arroz?</p>
<p>______________________________</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-151" title="Rafael Gatti" src="http://www.designsimples.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/foto.jpg" alt="Rafael Gatti" width="80" height="80" />Rafael Gatti</p>
<p>Estudante do curso de graduação em Design na FAU USP, idealizador do Design Simples. Postará mensalmente no blog Simples sobre assuntos relacionados a projeto. | <a href="http://coroflot.com/rafaelgatti">coroflot.com/rafaelgatti</a></div>
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		</item>
		<item>
		<title>A constante busca pelos limites do design (2)</title>
		<link>http://www.designsimples.com.br/blog/a-constante-busca-pelos-limites-do-design-2/</link>
		<comments>http://www.designsimples.com.br/blog/a-constante-busca-pelos-limites-do-design-2/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 09:34:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design]]></category>

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		<description><![CDATA[
Esse post é uma continuação do meu post anterior. Você pode encontrá-lo no seguinte link.
Resumindo, expus os pontos nos quais me apoiava para diluir as fronteiras que normalmente se colocam entre design e as demais áreas do conhecimento. E terminei falando que havia mudado minha posição. E esse post é para tentar explicar o porquê. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-130" title="laranja" src="http://www.designsimples.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/laranja.jpg" alt="laranja" width="530" height="153" /></p>
<p>Esse post é uma continuação do meu post anterior. Você pode encontrá-lo no seguinte <a title="A constante busca pelos limites do Design" href="http://www.designsimples.com.br/blog/a-busca-pelos-limites-do-design/">link</a>.</p>
<p>Resumindo, expus os pontos nos quais me apoiava para diluir as fronteiras que normalmente se colocam entre design e as demais áreas do conhecimento. E terminei falando que havia mudado minha posição. E esse post é para tentar explicar o porquê. Claro, como sempre, estou aberto a novas posições, portanto, meu post jamais é fechado. É apenas para erguer uma discussão.</p>
<p>Tentarei aqui, portanto, expor porque penso que se deve delimitar o campo do design. E explicarei, ao final, porque penso que o design deve se &#8220;alimentar&#8221; das demais áreas.</p>
<p>Quando levantei a questão de que o design, como a biologia, não possuiam uma ontologia que as fizesse ser o que eram, quis mostrar que uma matéria constituída pelo próprio homem é uma invenção, uma adequação de um modo de pensar para se chegar a um entendimento da realidade. E que no caso do design isso se mostra ainda pior, pois não é uma pesquisa para entendimento, mas uma proposição. O design é claramente afirmativo, diferente da biologia, que é desvendativa. No entanto, isso se mostra razoavelmente equivocado. E qual o motivo para isso?</p>
<p><span id="more-129"></span><br />
Me parece que o pensamento acima colocado não consegue expor a realidade como ela realmente é, e como ela se mostra eficiente por ser assim. Há disciplinas que são universais, como é a filosofia, pois ela se pretende explicar as realidades mais basilares que vivemos. Desde a constituição do ser até como acontece a experiência do conhecimento. E a filosofia tem o poder de influenciar efetivamente no modo como se atua no mundo, a tal ponto que assuntos como aborto conseguem ter uma explicação contra (ou a favor) dentro da metafísica, de tal modo eficaz que as pessoas passam a defender aquele ponto. O mesmo para virtudes, ética, etc. É, assim, uma disciplina que se propõe desvendar a realidade.</p>
<p>Há outras disciplinas mais abstratas, como a matemática, que não são efetivamente reais (números não existem), mas funcionam de maneira extremamente bem para interpretar a realidade. Vejam bem esse ponto: a filosofia desvenda, a matemática interpreta. Funciona como uma mediação de entendimento entre o mundo e nosso conhecimento.</p>
<p>Encontramos ainda, aparentemente, outras disciplinas que funcionam analogamente à matemática, mas que observam diretamente a realidade para propor teses. É o caso da física, biologia, etc., pois não são disciplinas propositivas, mas analíticas.</p>
<p>Disciplinas propositivas, como a engenharia (e seus vários campos) e o design, se apropriam diretamente de estudos analíticos para propor. Propor soluções, técnicas, que necessariamente passam pelos estudos puros como o da biologia, da química, da neurologia, etc. Ou seja, traduzem o conhecimento antes adquirido para trazer soluções a problemas reais que as disciplinas anteriores não se encontram capacitadas a resolver, ou resolver completamente.</p>
<p>(Obviamente, essa divisão de disciplinas pode ser equívoca. Me baseei numa análise particular para chegar nela. E, além disso, defendo que o conhecimento de apenas uma das classes de disciplinas é um grande buraco na formação  pessoa, pois esta acaba se encontrando incapacitada para pensar interpretar a realidade globalmente, e aparecem, como colocarei abaixo, problemas de fundamentação prática.)</p>
<p>E no que isso ajuda a resolver nosso problema? Simples: a realidade cotidiana pressupõe diversas ocasiões onde a pesquisa pura não pode resolver, nem a pesquisa intelectual. É à disciplina técnica que resta resolver isso, e resolver da melhor maneira. A maioria dessas ocasiões são momentos que não interessa à pessoa pensar criticamente na realidade, pois são ações maquinais. Utilizar um fogão, acionar uma bomba de gasolina, empunhar uma caneta para escrever algo rapidamente, esquecer-se de que está pisando num terreno pedregoso, expor idéias em um slide, etc.</p>
<p>O design, enquanto disciplina técnica, deve atuar na realidade dessa forma: solucionando problema. Mas só isso? Sim. Não consigo identificar outro motivo intrínseco a uma disciplina técnica que não esse. Mas isso de maneira alguma exclui a interdisciplinariedade do design. É evidente que não exclui! Pelo seguinte motivo.</p>
<p>Uma disciplina técnica não produz conhecimento, mas se apropria do que as outras disciplinas têm a oferecer, e readequa esse conteúdo de forma a realizar maneiras de melhorar a interação do homem com o meio, com outros homems e consigo mesmo. Isso faz com que o designer deva tangenciar outras áreas para que possa atuar de maneira completa.</p>
<p>Alguém pode apontar que, visto por esse lado, o design perde seu caráter crítico, sendo apenas uma marionete do mercado ou de interesses superiores. Não posso negar isso. Esse ponto não compete ao design resolver, mas às disciplinas intelectuais que o influenciam e ao designer. E esse é mais um motivo pelo qual a formação transdisciplinar é necessária. A atuação crítica parte de uma base filosófica que não compete ao design organizar. Podem funcionar conjuntamente, assim como filosofia e biologia. A biologia explica com provas que não existem raças entre homens, e a filosofia se junta a isso para reafirmar o que já afirmava antes: &#8220;todos homens são iguais&#8221;.</p>
<p>Isso tudo acaba levando a um ponto que é fulcral nas discussões do design hoje: o design, assim, é uma disciplina autônima com relação às demais, e, portanto, necessita de um ensino superior focado nesses pontos, e que nenhum outro consegue dar conta de apresentar. Nem arquitetura (que alguns já defendem ser uma sub-área do design), nem artes plásticas, nem engenharia, nem publicidade. Cada um é uma disciplina autônoma, todos, com exceção das artes plásticas, são técnicos, e todos passam por pontos semelhantes, mas nenhum segue o mesmo caminho. O design, mesmo sendo, junto da publicidade, o mais jovem dentre esse pequeno grupo, já conseguiu sua autonomia e maturidade metodológica, de pesquisa e de importâncias.</p>
<p>Enfim. Esse post já está se prolongando muito, e vou encerrar por aqui, deixando eventuais pontos para se discutir nos posts. Esse, acredito, não é o único ponto que justifique o design como uma disciplina delimitada (outros pontos vou acrescentando em outros posts, ou, quem sabe, algum dia volto tudo atrás) e não um ingrediente de uma sopa batida no liquidificador, que é o que as ciências humanas muitas vezes tendem a cair. Espero não ser crucificado por alguma possível bobagem que tenha falado, e também espero que esse texto levante debates frutíferos a todas as disciplinas. Sempre tendo em mente que a transdisciplinariedade é a chave para solucionar os problemas reais do homem no seu meio, mas desde que essa transdisciplinariedade seja efetiva, e não destrutiva.</p>
<p>Ah! E Feliz dia do Designer!</p>
<p>______________________________</p>
<p><img class="alignleft" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt;" title="foto" src="../wp-content/uploads/2009/09/foto.jpg" alt="foto" width="80" height="80" /><strong>Eduardo Camillo K. Ferreira</strong><br />
Estudante do curso de graduação em Design na FAU USP, sócio fundador da Mínimo Design, e professor na Etec Guaracy Silveira no curso de Design de Móveis. Postará quinzenalmente no blog Simples sobre assuntos relacionados a teoria de base do Design.<a href="http://www.digerindoarte.blogspot.com/" target="_blank"></a></p>
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		<title>Bom design: 10 princípios</title>
		<link>http://www.designsimples.com.br/blog/10_principios_bom_design/</link>
		<comments>http://www.designsimples.com.br/blog/10_principios_bom_design/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 19:47:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Gatti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design]]></category>

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		<description><![CDATA[
Preocupado com a situação mundial do design no início da década de 80, “uma confusão impenetrável de cores, formas e sons”, Dieter Rams (designer alemão que desenvolveu projetos para a Braun), ciente de sua parcela de contribuição, perguntou a si mesmo se seus projetos seriam bons designs.
Como é extremamente difícil mensurar todos os aspectos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-127 alignleft" title="bom design: 10 princípios" src="http://www.designsimples.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/dieter_ram.jpg" alt="bom design: 10 princípios" width="530" height="136" /></p>
<p>Preocupado com a situação mundial do design no início da década de 80, “uma confusão impenetrável de cores, formas e sons”, Dieter Rams (designer alemão que desenvolveu projetos para a Braun), ciente de sua parcela de contribuição, perguntou a si mesmo se seus projetos seriam bons designs.</p>
<p>Como é extremamente difícil mensurar todos os aspectos de um bom design, ele se propôs a apontar dez princípios mais importantes para o que ele considerava o bom design.</p>
<p><span id="more-118"></span></p>
<p>.</p>
<p>BOM DESIGN É INOVADOR</p>
<p>As possibilidades para inovação não estão, de forma alguma, saturadas. O desenvolvimento tecnológico está sempre oferecendo novas oportunidades para inovação no design. Porém o design inovador sempre se desenvolve paralelamente à tecnologia inovadora, e nunca pode ser um fim em si mesmo.</p>
<p>.</p>
<p>BOM DESIGN TORNA O PRODUTO ÚTIL</p>
<p>Um produto é comprado para ser usado. Ele tem de satisfazer determinados critérios, não apenas funcionais, mas também psicológicos e estéticos. O bom design realça a utilidade de um produto sem desrespeitar nada que possivelmente possa afastar-se disso.</p>
<p>.</p>
<p>BOM DESIGN É ESTÉTICO</p>
<p>A qualidade estética de um produto é parte integrante da sua utilidade, pois os produtos que usamos em nosso dia-a-dia afetam a nossa pessoa e o nosso bem-estar. Mas somente objetos bem executado podem ser belos.</p>
<p>.</p>
<p>BOM DESIGN TORNA O PRODUTO COMPREENSÍVEL</p>
<p>Ele esclarece a estrutura do produto. Melhor ainda, pode fazer o produto falar. Na melhor das hipóteses, é auto-explicativo.</p>
<p>.</p>
<p>BOM DESIGN É DISCRETO</p>
<p>Produtos que satisfazem um propósito são como ferramentas. Eles não são objetos de decoração nem obras de arte. Seu design deve ser neutro e contido, para deixar espaço à auto-expressão do usuário.</p>
<p>.</p>
<p>BOM DESIGN É HONESTO</p>
<p>Não se faz um produto mais inovador, poderoso ou valioso do que ele realmente é. Ele não tenta manipular o consumidor com promessas que não podem ser cumpridas.</p>
<p>.</p>
<p>BOM DESIGN É DURADOURO</p>
<p>Ele evita estar na moda e por isso nunca parece antiquado. Ao contrário do design de moda, dura muitos anos &#8211; até mesmo na atual sociedade do descarte.</p>
<p>.</p>
<p>BOM DESIGN É MINUCIOSO, ATÉ O ÚLTIMO DETALHE</p>
<p>Nada deve ser arbitrário ou deixado ao acaso. Cuidado e rigor no processo de design, mostram respeito para com o consumidor.</p>
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<p>BOM DESIGN É AMIGO DO MEIO AMBIENTE</p>
<p>O design tem uma importante contribuição na preservação do meio ambiente. Conserva os recursos e reduz a poluição física e visual durante todo o ciclo de vida do produto.</p>
<p>.</p>
<p>BOM DESIGN É O MÍNIMO DESIGN POSSÍVEL</p>
<p>Menos, porém melhor &#8211; pois se concentra em aspectos essenciais, e os produtos não estão sobrecarregados de supérfluos.<br />
De volta à pureza, de volta à simplicidade.</p>
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<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="225" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=1874188&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="225" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=1874188&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://vimeo.com/1874188">Dieter Rams, designer &#8211; Cold War Modern</a> retirado de <a href="http://vimeo.com/vamuseum">Victoria and Albert Museum</a> no <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Transcrição:</p>
<p>Every company makes the same design; with dark brown wooden housings. They called that in Germany Gelsenkirchener Baroque. [laughs]… It’s always a compliment when some products we have designed become a nickname. Like, the snow-white cover. Nobody knows exactly where it’s coming from. Comes from the competition or it comes from the inside. But the first thing, was not only the cover, that was only the base, the main base, in method.</p>
<p>I was influenced by my grandfather who was a carpenter. And he was a specialist for surfaces, and I learned that from him but I had in mind to study architecture. And after that I … finished my studies. That was a time where, in Germany I was massive, so the things come back from the, Untied States, for example, with architecture, … things from Mies Van der Rohe, from Gropius, from Marcel Breuer; all these things come and it was for us just to look in a new brave world.</p>
<p>Somebody said that there is an announcement in the newspaper, that there is a company called Braun. And then I get an answer from Erwin Braun. I met him first and he taught [?] me about his ideas… His vision was to change the product line, that was at this time unbelievable. Total[ly] new approach in, … as a company. But that was thinking behind that, that was not only concentrated on design, design was one part. He organised in the company the possibilities that people could have… Gymnastics. It’s because… Even secretaries doing always the same thing the whole day, so they need something to stay healthy.</p>
<p>The first exhibition that’s[?] the new design of the radios was very successful … also, the media and everything was, surprised about that and that, so, Braun becomes more known. So nobody had this idea, that by the help of design you also could be very successful.</p>
<p>I did it, because I became a teacher at the academy of fine arts in Hamburg. So it was necessary to do something which you could tell the students, and could tell to the press and also to keep together, our own, behaviour in the design department at Braun. The last one was: as little design as possible – which is similar: less is better.</p>
<p>I hate everything what is driven by fashion. From the beginning it was hating, in the sixties the American way of styling. Especially the cars. They changed their styling things every two years to sell new ones. Which has nothing to do with good design. So end of the sixties, the whole programme was looking like that.</p>
<p>In the beginning was the first writing machines, it was also monochrome. Why should it not be in a colour. That is, it’s a difference between a kitchen machine which stays permanent[ly] in the kitchen and has to be in the background, like, that was Erwin Braun he formulate[d] that: “Our products should look like [an] English butler: be there, when you need them, but in the background when you don’t need them. So it[] depends on the product, if you make a colour or not.</p>
<p>I was involved always still in the field of furniture. And then I met Otto Zapf and Niels Vitsœ. I had in my mind, always thinking not on one appliance alone, always thinking: how can I add some[thing]. And [e]specially developing furniture that people could change there, they could add something after using them awhile.</p>
<p>Somebody[’s] once written: ” I’m the designers’ designer” … and I take that as a compliment and I also take it as a compliment that Jonathan Ive is taking some of the ideas I had in the sixties and that it for me again the best compliment you can get as a designer.</p>
<p>They called it later the first Walkman, because it was the first one, you could have it with earphones and walking with it. It also was designed as a system, ja, it has the separate radios, they made a[n] exhibition with the title “less but better” and they ma[d]e this poster.</p>
<p>I think that design has a great, great responsibility for the future. I’m always optimistic, as a designer we have to be… a[n] optimist. Otherwise you should… not stay as a designer anymore.</p>
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