Nosso cartaz experimental

postado por designsimples

Há algum tempo atrás fui chamada para me integrar à equipe do Design Simples e elaborar o material (pelo menos arte dele) de divulgação. A idéia era fazer uma peça inovadora e atrativa que, alocada nas faculdades onde há cursos relacionados a design, conseguisse convidar as pessoas (alunos, professores etc.) a visitarem o portal do Design Simples da Internet.

Confesso que fiquei com medo no começo. Material inovador? Oh céus…

como fazer surgir um material de divulgação inovador, sem direcionamento (“você tem liberdade para o que você quiser!”, como bem lembrou o Edu, no post abaixo), sem prazo, sem verba, sem marca definida? Mas dizem que, quanto mais desafiador o problema, mais interessante a solução, e talvez este seja o caso.

Depois de um tempo, começou a dar tudo certo. O João apareceu com a identidade visual, praticamente toda fechada, super maleável, possibilitando mil e um arranjos e configurações. Logo que vi aquelas linhas verticais e horizontais tive um clique e surgiu a primeira idéia, capaz de integrar meio impresso e virtual de modo interativo. Só não vou dizer agora o que é, porque talvez a gente decida usá-la no futuro e eu não quero estragar a surpresa.

Depois de muito pensar surgiu outra idéia do nada, nem lembro como foi. Alguém tinha dito numa reunião que ao invés de termos folhetos empilhados num canto para as pessoas pegaram, podíamos usar algum tipo de cartaz que fosse destacável, como aqueles que povoam os murais das faculdades, oferecendo cursos de idiomas. Você destaca um pedacinho e leva pra casa o telefone do professor particular. Perfeito! Olhei para os pontos, olhei para os quadradinhos cyan e conectei tudo: Post-Its azuis, impressos com o endereço do site do DS, colados em cartaz com a malha de pontos, prontos para serem pegos pelos interessados.

A proposta foi bem aceita e comecei a trabalhar em cima, sobretudo na questão da viabilidade. Dentre todos os problemas levantados, como preço de execução, texto a ser colocado escrito, modo implantação do cartaz, manutenção e alimentação do mesmo com novos Post-Its etc. etc. etc., o maior foi, a meu ver, ONDE ARRANJAR OS POST ITS AZUIS, porque sem eles, o cartaz não faria sentido. Aparentemente não se faz mais. Eu tenho um bloquinho com umas 10 folhinhas restantes aqui em casa, daquele azul bem forte. Acho que vou guardar como relíquia…

O único que achamos foi aquele tal de Post-It Pop-Up azul clarinho, que é colado em sanfoninha, pra ser colocado no dispenser: você puxa um e o outro vem junto até a metade. Tipo caixa de lenços de papel. O Rafael, precavido, comprou um estoque, mas nos deparamos com outro problema: eles eram grandes e ocupavam muito espaço no cartaz… Solução? Cortá-los em quatro, ficando dois pedacinhos com cola, para serem usados no cartaz, e dois pedacinhos sem, para ficarem dispostos e mesas.

O tipo de impressão também já estava dando dor de cabeça quando optamos por fazer um carimbo e imprimir os quadradinhos nós mesmos. Nada de gráfica, off-set ou serigrafia. Não lembro se a idéia foi minha ou do Rafael, mas eu já tinha visto uma referência e sabia que de alguma forma dava certo.

No final, pra melhorar, a Bia conseguiu fazer com que o cartaz também fosse folder, explorando frente e verso da folha de papel. Aproveitamento total!

Assim surgiu nosso cartaz! O Post-It é perfeito para nossa intenção, pois ele é um suporte de lembretes e recados, e o que queremos é que as pessoas se lembrem de entrar no site para conhecer o Design Simples. As próprias características do material já fazem com que o indivíduo que vê o cartaz tenha vontade de descolar um quadradinho, sem precisar de indicações como “Pegue o seu!” ou seja lá o que for, tornando-o mais simples. Além disso, o fato de empregarmos Post-Its azuis, fazendo o casamento perfeito com a malha de ponto s e planos da marca, confere ainda maior excelência ao design.

E pra fechar, para facilitar as impressões e o uso, para dar mais praticidade e ampliar as formas de atingir o público, o cartaz também é folder e vice-versa. Basta um corte no meio da folha e algumas dobras. Mais inovação!

Sou grande entusiasta dessa peça, vocês devem ter percebido. E ela não seria tão bacana se não fosse a colaboração de

vocês, Rafael e Beatriz!

É isso aí gente, vamos arrasar!

Amanda Iyomasa
amy.toko@gmail.com