
Culpa dos italianos?
postado por Rafael Gatti
“Nós vamos priorizar estilo. Brasileiro compra carro bonito. Se tem ponto cego ou não, isso não vai vender mais ou menos carros”
Sérgio Habib, empresário que representa a marca chinesa de autos JAC Motors no país, respondendo sobre a questão da segurança em seu modelo de entrada: o J3.
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EXAME.com – Em relação à segurança dos carros, o Cesvi [Centro de Experimentação e Segurança Viária] testou o J3 e deu uma nota apenas razoável no quesito visibilidade. Ao conduzir o J3, também notei incidência de pontos cegos em curvas mais fechadas. A JAC pode mudar isso?
Habib - Não. Nós vamos priorizar estilo. Brasileiro compra carro bonito. Se tem ponto cego ou não, isso não vai vender mais ou menos carros. É muito melhor ter um carro bonito com ponto cego que um carro feio sem ponto cego. Esse carro foi desenhado pelos italianos do Pininfarina [estúdio responsável pelo desenho de modelos da Ferrari e Maserati].
Trecho da reportagem de Gabriela Ruic para Exame.com, publicada em 29/05/2011: “Presidente da JAC explica como os carros chineses são tão baratos”.
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Rafael Gatti é graduando no curso de Design da Usp e idealizador do projeto Design Simples.
Até aí, a Lamborghini Countach é um dos carros mais difíceis de se dirigir, seja por visibilidade horrível (o motorista tem de abrir a porta e se debruçar sobre ela pra dar ré e conseguir enxergar), seja por dirigibilidade. E é italiana, custa uma fortuna etc.
O problema de segurança dos carros chineses, eu creio que seja mais pro lado da engenharia: cálculo de deformação planejada, uso de materiais e custo de componentes.
O que tem de minivans por aí, de marcas consagradas, com a coluna “A” gigantesca… A Volvo propôs no SCC colunas “A” vazadas: http://www.automotriz.net/2001/images/salones/iaa-2001/volvo-scc01_2.jpg , mas nao sei de aplicação por enquanto.
Tá difícil achar design em si voltado à segurança nos carros, ele tem sido focado na estética e amenidades. Os avanços de segurança são mais puxados pela parte de engenharia, criando os hardpoints nos carros, que pelo design em si, com soluções práticas.
E o Habib é uma besta, por uma série de fatores e por essa declaração também, pois concorda que seus veículos têm deficiências graves e ainda chama o consumidor de burro. Ele também é dono da maior parte das concessionárias Citroen e trata os clientes mal, justamente por ter quase um monopólio, o que acaba desvalorizando os carros da marca no Brasil.
Grande Andrei,
Disse tudo com: “estética e amenidades”…
Coragem designers!
Abraço