EDS | Expansão de alternativas

postado por Rafael Gatti

Como já discutimos antes, o design se diferencia pelo seu processo, que valoriza o exaustivo trabalho de exploração e combinação de variáveis, de forma a privilegiar o maior número de perspectivas em torno de um determinado problema.

Portanto, hoje falaremos da expansão de alternativas. Observaremos o serviço de bibliotecas itinerantes por diversos ângulos, sendo admitidas diferentes hipóteses de solução. Desta forma pretendemos resolvê-lo da melhor maneira possível.

Nosso primeiro momento é uma expansão quantitativa, algo como um brainstorming de idéias, registradas na forma de ilustrações rápidas e informativas, sem o compromisso de acertar de primeira. Muito pelo contrário, devemos desligar a autocrítica e nos permitir errar. Não devemos ter receio de exagerar nem nos auto proibir. Ainda é ingrediente para uma boa atividade criativa, a dinâmica de grupos. Nela, repertórios e percepções individuais somam-se e complementam-se. Parte desta etapa pôde ser enriquecida através da grande ajuda do professor da disciplina de TCC, em reunião coletiva, realizada voluntariamente, junto de alguns outros colegas que também realizam seus TCC.

Partindo do geral, iniciamos com uma investigação das possibilidades que a estrutura móvel poderá assumir, de forma a melhor atender os requisitos de projeto estipulados para este serviço. Como se trata de um serviço itinerante, a qualidade de sua mobilidade é fundamental para reverter sua atual crise de disponibilidade.

Ao todo foram vislumbradas oito variedades de veículos com capacidade de servir ao propósito de se transportar e abrigar um acervo itinerante. A partir destas, esgotaram-se alternativas de composição (dentre três e cinco possibilidades) de forma a auxiliar na visualização das suas potencialidades e numa posterior avaliação. Veja só:

Motocicletas: Suas características de porte pedem uma estratégia de entrega altamente pulverizada, no entanto constitui uma alternativa de transporte super ágil e capaz de atravessar vias de difícil acesso com facilidade, algo muito comum nos pontos de entrega deste serviço.

Picapes: Veículos extremamente compactos, com ganhos de agilidade no deslocamento.

Furgões: Flexíveis de se configurar, buscam equacionar agilidade e capacidade de transporte. Uma solução mais compacta que o caminhão baú.

Trailers: Uma solução que permite modularização, algo útil para a logística de entrega do serviço. De baixa complexidade de manutenção, traz vantagens quanto à terceirização.

Baús: Caminhões um pouco mais ágeis no meio urbano, em relação à carreta. Mantém o grande espaço interno.

Ônibus: Tentativa de explorar possibilidades com potencial de superar o ônibus urbano. Desta forma, criaram-se alternativas utilizando o ônibus rodoviário, equipado com estruturas desejáveis, tais como o segundo andar, sanitário e suspensão a ar.

Carretas: Alternativa com grande capacidade de abrigar um acervo, espaços de leitura

e estruturas de apoio à equipe de atendimento.

Carros ferroviários: Esta alternativa considera a grande distância dos pontos de entrega do serviço, buscando solucionar o difícil deslocamento através dos trilhos dos trens metropolitanos.

E os leitores? Tem algum preferido? Imaginam alguma outra possibilidade?

Vamos expandir este brainstroming! Aproveitem, pois como diz sua principal regra: é proibido proibir.

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Conheça os textos anteriores:

Novidades no serviço paulistano

Requisitos de projeto

Procedimentos e rotinas

Instalações e evidências físicas

Observação do usuário

Imersão

Definindo o alvo

A contribuição do processo de design

Comparações com o marketing de serviços

Antes de tudo, o que é um serviço

Expedição ao design de serviços

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Rafael Gatti é graduando no curso de Design da Usp e idealizador do projeto Design Simples.