janeiro, 2010

Contornando as incertezas

sábado, 30 janeiro, 2010

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Conforme as idéias começam a tomar forma, surgem as dúvidas em relação aos caminhos que estão se concretizando. Daí a necessidade de colocá-los à prova. É neste momento também que os prazos começam a dar aquele frio na barriga.

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O grupo produtos locais está preparando sua volta ao Vale do Sol. Levarão consigo dez proposições de produtos. Pretendem fazer novas entrevistas e cobrir um maior número de casas. Divididos em dois, tentarão levantar pistas sobre o gosto estético do público local. Neste momento a equipe atinge seu maior nível de desgaste e parece beirar o esgotamento. Será que vão conseguir superar o cansaço e ter energia para mais um dia de pesquisa de campo?

Fábio, que coordena o time valor agregado, avança firme no desenvolvimento. Após a primeira atividade criativa, solicitou aos membros de sua equipe que elaborassem painéis associativos, baseados no que foi produzido naquele primeiro momento. Isso possibilitou que fossem definidos requisitos gerais e também alguns limites para onde se quer chegar. O prazo passa gerar insegurança na equipe. Todos consideram que o tempo é pouco e questionam o número de soluções que deverão apresentar. Infelizmente o prazo final é fixo, um bom projeto é aquele que consegue fazer o máximo, o melhor possível, dentro do tempo que foi disponibilizado.

Consolidação de idéias

quarta-feira, 27 janeiro, 2010

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Transição entre pesquisa e desenvolvimento, este é o momento de cruzar as informações e encontrar o sentido. Além do esforço, as vezes também é preciso bastante paciência.

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De volta da pesquisa de campo em lojas de mobiliário e decoração, agora a equipe valor agregado parece mais esclarecida quanto aos limites que existem dentro do segmento de alta renda. Também trazem consigo uma boa lista de oportunidades de projeto identificadas. Entramos no momento da criação, lápis e papel na mão! O líder Fábio elaborou um exercício de criatividade onde os membros da equipe terão que responder com soluções aos mais variados “problemas-estímulo” num curto espaço de tempo. A pressão toda foi proposital, dessa forma não dá tempo de pensar nos pré-conceitos que temos das coisas. Ao final, todos os desenhos foram analisados e debatidos coletivamente. “Cansativo” e “Esgotante” foram uma das palavras mais usadas nos comentários. Segundo o Fábio, os bons resultados dessa atividade foram garantidos pela dedicação e o empenho da equipe nesse momento.

A equipe inovação iniciou mais uma etapa com a missão de concluir a análise dos problemas levantados anteriormente e fazer uma apresentação de “referências laterais” (que se relacionam de forma indireta com a problemática). O processo foi bastante positivo e até houve consenso: foi decidido que os produtos deverão promover a maior liberdade de uso possível além de ter a vantagem da modularidade entre si. Por fim, agora todas as duplas têm objetivos bem claros e definidos. O próximo passo será aprofundar em pesquisas mais específicas à cada dupla e ao mesmo tempo esboçar algumas propostas.

O pessoal dos produtos locais adotou a estratégia de cobrir esta etapa em dois dias. No primeiro momento, alternativas “rascunhadas” individualmente foram apresentadas ao grupo e acabaram se complementando. Este foi um belo momento. A equipe realmente se empenhou em fazer uma criação conjunta. “Isso me agrada, tive certo receio de que a coisa virasse uma luta de egos” disse a Ana, líder do time. Os paradigmas abordados neste dia foram: soluções para o local de refeição, suporte para eletro-eletrônicos, armazenamento de roupas e soluções para se sentar. A segunda parte desta etapa ocorreu no dia seguinte. Desta vez foram debatidas as alternativas geradas para: soluções de lavanderia, soluções para estudos, utilização das paredes e uma “solução curinga” (objeto pequeno, capaz de ser usado em diversos ambientes cumprindo diferentes funções). Ao final desta etapa decidiu-se reduzir para duas horas as reuniões. A sensação geral é de bastante cansaço. Por que será?

Como sair do óbvio?

quarta-feira, 20 janeiro, 2010

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Sair do óbvio é o sonho de todo designer. Esta tarefa não seria tão difícil se o óbvio não fosse tão óbvio.

Tudo o que está muito na cara acaba nos distraindo das alternativas que existem no entorno. Estas, uma vez encontradas, tornam-se o novo óbvio.

Determinados em estabelecer pré-requisitos para todas as nove oportunidades de produtos identificadas, encontrando requisitos compartilhados e iniciando a geração de alternativas projetuais, o grupo produtos locais inicia mais um dia de atividades. Sentindo os reflexos da pesquisa insuficiente da reunião passada, não conseguiram cumprir essa etapa conforme o planejado. Desta forma o grupo se dispôs a seguir um caminho alternativo: estabeleceram os pré-requisitos e uma pesquisa mais aprofundada foi solicitada para o encontro seguinte. Além disso, também foi pedido rascunhos de partidos projetuais. Vamos aguardar para ver!

Já a equipe inovação teve suas atividades pautadas na exploração dos problemas levantados no encontro anterior. Procuraram entender suas causas e imaginar situações análogas até sua saturação. Somente metade da equipe pode participar desta etapa, desta forma o processo não foi aplicado em todas as duplas. O segundo objetivo do dia, levantar alternativas de solução, não pôde ser concluído e teve que ser adiado para a próxima reunião.

Acertando na pesquisa

terça-feira, 19 janeiro, 2010

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Apesar dos diferentes pontos de vista que existem sobre metodologia no design, todos concordam em um ponto: a importância da pesquisa.

Etapa extremamente complexa, ao mesmo tempo em que deve ser ampla e abrangente também deve possuir um direcionamento para que não se torne desconexa. Como será que nossas equipes resolveram esta questão?

Zaitson, da equipe inovação, optou por montar um painel com os mais diversos problemas do dia-a-dia de natureza utilitária. Pediu para que os próprios integrantes de seu grupo identificassem esses problemas em seu cotidiano. Ao final, foi feita uma hierarquização e uma seleção dos mais importantes. Finalmente a equipe inovação parecia estar tomando velocidade, desta vez o planejado estava sendo todo coberto. Porém… Dúvidas em uma das equipes, por não ter compreendido muito bem seu tema, a impediu de participar desta etapa de forma mais envolvida.

Já a Ana, do grupo produtos locais, solicitou ao seu time uma pesquisa individual. Assim reuniriam uma boa quantidade de informações que subsidiariam o momento de geração de alternativas. No entanto ocorreu um imprevisto: A pesquisa ficou muito restrita às soluções já existentes no campo do mobiliário atual. Não foi possível construir um repertório múltiplo e inovador. E agora?

Primeiros passos

quarta-feira, 13 janeiro, 2010

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Toda jornada começa com um primeiro passo, e este sempre é o mais difícil. Num processo de design, onde todas as etapas são complexas, este início pode ser decisivo.

Como será que nossas equipes atravessaram este momento tão crucial?

A estratégia utilizada pelo grupo valor agregado foi a de usar painéis semânticos. Cada um fez uma montagem de imagens que consideravam relevantes na abordagem do público classe A. Este exercício apontou a necessidade de um esclarecimento maior dos limites que existem dentro do próprio segmento de alta renda. Estas lacunas conceituais começaram a impedir o bom fluxo do desenvolvimento. Portanto decidiu-se fazer uma nova pesquisa de campo, desta vez em lojas de mobiliário e decoração de públicos diferentes dentro do próprio segmento de maior renda.

O grupo produtos locais não desaponta neste primeiro momento do projeto. Inicia a semana com nove oportunidades de produtos que foram identificadas nas casas dos moradores do Vale do Sol. Essa boa expansão certamente elevará a probabilidade de acerto. Ana destaca o comprometimento de sua equipe como essencial para esse resultado. Após três densas horas de discussões, todos se mantinham tão dedicados quanto no início.

Já a equipe inovação não teve um início tão preciso. O grupo passou a se afastar do direcionamento inicial em desenvolver produtos realmente inovadores e que quebrassem paradigmas. Provavelmente ainda um reflexo do impacto da visita do sábado. Zaitson, o capitão do grupo, apresentou ao seu time algum material com exemplos de casos parecidos que deram certo e tentou reafirmar a necessidade do espírito da inovação. Essa equipe sofreu com a ausência de uma dupla nesta reunião, o que fatalmente vai gerar retrabalho no próximo encontro. Será que o pessoal da inovação vai conseguir superar esses conflitos e voltar para o caminho da inovação?

É dada a largada!

sábado, 9 janeiro, 2010

pesquisa na cooperativa

Equipes montadas, abordagens definidas. Assim, marcamos a primeira visita com caráter de pesquisa na Unindo Forças.

Com todas as equipes presentes, em cinco carros deixamos a cidade de São Paulo na manhã de sábado com destino ao Vale do Sol em Barueri. Ao chegar lá fomos recebidos pela brava Jordânia, presidenta da Unindo Forças. Ela nos falou muito de sua história pessoal e também da cooperativa. Neste momento ficamos sabendo dos desafios que os cooperados já superaram e da luta para vencer os novos. Tivemos a oportunidade de conhecer as características do pallet de forma mais detalhada, como essa madeira é processada e toda a estrutura de máquinas e ferrmental que eles dispõem naquele galpão. Também tivemos a presença da, sempre carismática, Daniela Nicolini, representando a Fundação Alphaville que há muito tempo contribui para o desenvolvimento desta cooperativa.

Após conhecerem a marcenaria, o grupo com foco no valor agregado aproveitou a tarde para avançar um pouco mais. Por convite da Daniela, saíram de Barueri e foram até o bairro de Pinheiros, em São Paulo, visitar o “Ateliê do Bem”.  Lá existe um espaço onde alguns produtos da cooperativa são vendidos. Foi uma boa oportunidade de observar o ponto de venda e entender melhor como estes produtos se posicionam para o mercado. Cansados, depois de verem tantas coisas de uma só vez, pararam um pouco para recuperar o fôlego. Já estava prevista uma reunião pós-visita, neste mesmo dia, onde além de debaterem o que foi observado nas diligências, discutiram também referências pessoais através de algumas imagens que cada um selecionou.

Já o grupo coordenado pelo Zaitson, com ênfase em inovação, aproveitou o momento de reunião de sua equipe, na saída da cooperativa, para sentar e refletir sobre o que haviam visto. Conseguiram levantar pré-requisitos para o que deveriam desenvolver e resolveram se subdividir em duplas. Ao todo vão ser três duplas, cada uma trabalhando sobre um tema específico: sentar, armazenar e apoiar. Manter o “espírito inovador” após conhecerem as limitações produtivas da marcenaria foi difícil. No entanto, estabelecer já cedo uma lista de pré-requisitos que levem em consideração as condições de material, produção e distribuição foi um grande acerto.

Enquanto os grupos do Fábio e do Zaitson já estavam de volta a São Paulo, o grupo da Ana, aquele com foco nos produtos locais, continuou no Vale do Sol. Após conhecerem a Unindo Forças continuaram no bairro para observar as residências e seus moradores. Com o acompanhamento de algumas cooperadas, visitaram a casa de oito famílias. Entre fotos e filmagens, foram documentando todas as necessidades deste público. Já haviam preparado alguns testes e questionários que foram aplicados à exaustão. Mesmo assim o sentimento geral deste grupo foi de que ainda seriam necessárias mais horas de pesquisa e a dúvida que ficou foi: Será que a realidade das famílias entrevistadas corresponde à maioria dos habitantes da região?

Por fim, desta forma ocorreu nossa primeira etapa de trabalho. Apesar do impacto deste primeiro contato, as equipes fizeram uma boa largada. Foram se adaptando e antevendo obstáculos, resta saber se este ânimo e esta coragem toda irá acompanhá-los até o final.

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Álbum “Conhecendo a Unindo Forças”

Equipe Valor Agregado

sexta-feira, 8 janeiro, 2010

equipe valor agregado

Amanda, Belle, Dúu, Fábio e Kimura.

missão: Fábio é o capitão deste time que estará empenhado em desenvolver produtos que possam ser comercializados em shoppings ou lojas de decoração de alto padrão, onde o alto valor agregado compense a baixa capacidade de produção.

Álbum da equipe Valor Agregado no Flickr

Equipe Inovação

sexta-feira, 8 janeiro, 2010

equipe inovação

Fê Valério, Kinho, Lari, Marcos, Tamira e Zaitson

missão: Aqui o design será levado às últimas conseqüências. Através de muita pesquisa e experimentação esta equipe buscará alcançar soluções que quebrem paradigmas. Esta inovação pode acontecer tanto pela forma de resolver um problema quanto do ponto de vista formal ou de uso. Zaitson é o responsável pela equipe.

Álbum da equipe Inovação no Flickr

Equipe Produtos Locais

sexta-feira, 8 janeiro, 2010

equipe produtos locais

Ana, Colebrusco, Francisco, Hugo, Midori e Noboru

missão: Tendo em vista a atual urbanização do bairro em que a cooperativa está inserida, e a construção de prédios e casas populares pela prefeitura na região, este grupo coordenado pela Ana objetiva o desenvolvimento de projetos para as necessidades destas famílias em suas novas habitações, criando assim, possibilidades de comércio local auto-sustentável.

Álbum da equipe Produtos Locais no Flickr

Unimos nossas forças

quinta-feira, 7 janeiro, 2010

Neste breve vídeo apresentamos a Jordânia, presidenta da cooperativa Unindo Forças, através dela conhecemos os cooperados do Vale do Sol. Veja as fotos do nosso encontro com os cooperados.

Álbum “Conhecendo a Unindo Forças”

Qual é a idéia?

quarta-feira, 6 janeiro, 2010

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REVALE é dar condições, para uma cooperativa da região carente de Barueri, competir com produtos de mais qualidade

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Saudações,

Meu nome é Rafael Gatti, sou idealizador do Design Simples, um laboratório experimental de design focado em inovação. Gostaria de apresentar a você o projeto REVALE. Trata-se de uma parceria entre a equipe Design Simples e a cooperativa de marcenaria Unindo Forças.

Criamos o projeto REVALE após visita à cooperativa de marcenaria, localizada no Vale do Sol. Lá encontramos um grupo de cooperadas, em sua maioria já com bastante idade, porém com bastante coragem também.

Ocupando um galpão cedido pela prefeitura da cidade, recebem doações de pallets que não tem mais condições de uso. Desmontam e reprocessam a madeira. Assim obtêm matéria-prima para seus produtos.

Lá conhecemos a dona Jordânia Pereira da Silva, uma baiana valente que iniciou a cooperativa na qual hoje é presidenta. Antes de ser cooperada trabalhava como lavadeira. Descobriu o que eram pallets quando tinha todas suas roupas cobertas de cinzas enquando ficavam no varal e dessa forma perdia sua clientela. Inconformada, com razão, com o destino que era dado àquelas madeiras, resolveu levá-las para casa e transformá-las em coisas úteis. Começou sozinha, montando um pequeno portão, e hoje, com muito mais pessoas envolvidas, produz bancos, cadeiras e mesas por meio de uma cooperativa. Neste meio tempo receberam máquinas da Fundação Alphaville e até treinamento do Senai. Apesar de equipadas e treinadas, a renda gerada ainda é pouca. Mesmo nos meses de “vacas gordas”, não é possível sequer atingir um salário mínimo. Esta é a principal dificuldade em atrair novos cooperados assim como manter os atuais motivados.

Ainda existe uma barreira a ser superada. Eles precisam de novos produtos. Mais do que novos, devem ser melhores. Deverão ser capazes de ter aceitação do público. Somente assim ocuparão um lugar digno do esforço destas pessoas e poderão devolver uma remuneração mais justa aos que lá trabalham.

Este é o desafio do Design Simples. Mobilizamos mais de 20 voluntários, dentre os quais 15 são estudantes de design. Divididos em três equipes, terão três meses para percorrer todo o percurso que vai da pesquisa ao desenvolvimento de novos produtos. Nossa missão será criar novas propostas a partir da matéria-prima e dos processos já existentes na cooperativa.

Trabalharemos para o sucesso deste projeto. A vitória da Unindo Forças será exemplo não só de sustentabilidade, seja ela ambiental ou social, mas também do poder que cada indivíduo tem para modificar a realidade que o cerca. Talvez esta seja a missão de pessoas como a Jordânia, que através de seu exemplo inspirem tantas outras assim como conseguiu inspirar nossa equipe.

Faço um convite para que conheça o blog que preparamos especialmente para divulgar o andamento do projeto. Através de fotos, textos e vídeos será possível acompanhar todo o caminho percorrido pelos 15 designers até o resultado final. Caso acredite no nosso trabalho, peço ajuda na comunicação deste projeto, precisamos difundir essa idéia para o maior número de pessoas. Não deixe de entrar em contato!

Sejam bem-vindos,

Rafael Gatti

Equipe Revale – Design Simples

revale@designsimples.com.br