Rio 2016: Plágio? Por favor…
postado por Eduardo Camillo
Esse não é o post onde entrarei nos méritos do próprio símbolo desenvolvido, ou do logotipo, ou da identidade que pode derivar desse trabalho, nem nada disso. É simplesmente um post “revoltado”.
Estão acusando o logo desenvolvido para as olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro de ter plagiado o logo da Telluride Foundation, uma ONG americana que, depois de tudo isso, deve ter ficado muito feliz com a divulgação gratuita que têm recebido. E, nesse curto post, apenas quero tratar disso, de tentar esclarecer esse ponto: não há plágio.
Primeiramente, recorramos ao famoso pai dos burros, dito dicionário (fonte: dicionário UOL):
Plágio: Ato ou efeito de plagiar; apresentação de imitação ou cópia de obra intelectual ou artística alheia como sendo de própria autoria.
Plagiar:
- Cometer furto literário, apresentando como sua uma idéia ou obra, literária ou científica, de outrem: Acusaram Eça de plagiar Zola.
- Usar obra de outrem como fonte sem mencioná-la.
- Imitar, servil ou fraudulentamente.
Pois bem, logo de cara podemos descartar que o logo apresentado foi uma cópia de obra intelectual ou artística alheia, como sendo de autoria da Tátil Design. Um logo não é igual ao outro. Haveria, entretanto, uma segunda possibilidade, que seria “Imitar”, que o logo da Tátil teria imitado o logo da Telluride. Acredito, entretanto, que teremos que refutar essa outra proposta da mesma maneira, e ao lado esquerdo coloquei uma série de imagens que decupam brevemente o logo das Olimpíadas, contrapondo-o em alguns quadros ao logo da Telluride Foundation. Assim, fica mais fácil de verificarmos se há alguma semelhança suficiente que caracterize como plágio.
Primeiramente, no campo conceitual: é possível dizer que a idéia central presente em ambos, as mãozinhas dadas, seja um conceito digno de afirmação de plágio? Não dá… Seria como acusar que eu, Eduardo, plagiei meu pai, que também chama Eduardo… Coisas banais não podem ser acusadas de plágio, e o conceito de união e amparo, fraternidade, etc., presente nesse ato de “dar as mãos” não pode ser tomado como plágio. Até porque, se melhor observarmos, pode-se imaginar uma diferença um tanto quanto grande entre esses dois momentos de “dar as mãos”. Enquanto na ONG, uma fundação voltada à melhora da qualidade de vida das pessoas que vivem em Telluride, o sentido de “dar as mãos” parte de uma equivalência de valor, de união de forças, de convivência e harmonia; podemos ver, em contrapartida, no logo das olimpíadas algo diferente: é possível ainda ler a idéia de união, fraternidade dos jogos mundiais, mas ao mesmo tempo, também existe a idéia de pódium, de amarelo do primeiro colocado, verde do segundo e azul do terceiro, pela própria diferença de alturas de cada um deles (leitura de Beatriz Azevedo, todos os créditos a ela). Assim, o dar as mão deixa de ser o da ajuda mútua, e passa a ser o da vitória mútua, do dar valor mutuamente pelas conquistas de todos competidores. Segundo e terceiro congratulam o primeiro, e esse congratula ambos da mesma maneira.
Mesmo o uso conceitual das cores é difícil de equivaler: enquanto no Telluride aparentemente apresenta uma idéia de variedade de pessoas, no logo das Tátil a idéia é bandeira do Brasil simplesmente. Conceitos agregados decorrem deste, mas amarelo com azul com verde sempre vai remeter diretamente a Brasil, sem escapatória.
E formalmente, descumpem, mas é impossível que exista qualquer acusação de plágio aqui. Se observarem a segunda imagem da coluna à esquerda (clique para ampliar um pouco), poderão verificar que a gestalt pretendida no logo é, explicitamente, difetente em ambos casos. Como se pode verificar na ONG, ela forma um coração, que é o amor pela terra que pretendem preservar e sua gente. No caso das olimpíadas, a forma é a do Corcovado (porque não se pode dizer que ele quer remeter a dois ovos… rs), como o próprio vídeo que explica todo conceito por trás do logo já bem demonstrou. É uma referência direta ao Rio de Janeiro, e não a um conceito abstrato de amor ou qualquer coisa que o valha.
E, para concluir, o fundamento formal de ambos é muito diferente: o logo do Rio nasceu para ser tridimensional, enquanto o da ONG nasceu para ser bidimensional. Sem esse caráter de coração, muito dele se perde, enquanto o do Rio só ganha enquanto espacial (na minha opinião, inclusive, não fosse essa versão tridimensional, não acredito que o mesmo teria metade da força que tem). Isso traz primícias de desenvolvimento que imediatamente impossibilitam que um seja inspirado no outro. O resultado estático do logo do Rio é decorrência de algo tridimensional, e só faz sentido assim.
Apenas como uma curiosidade, para finalizar, na terceira imagem à esquerda eu tentei aplicar o logo do Rio num grid, para melhor compreendê-lo antes dessa análise, e confesso que fiquei bastante espantado com o rigor presente na combinação entre símbolo e lettering. A começar pelo alinhamento à esqueda entre a entrada do “R” e as costas do bichinho verde. A seguir, o início do circulo azul das olimpíadas com a barriga do mesmo indivíduo verde. O final do “o” de “Rio” bate com a intersecção do bicho verde com o amarelo, e, por fim, a reta do “1″ de “2016″ bate exatamente com a cabeça do azulzinho e se alinha com a parte interna do arco vermelho olímpico. Achei isso fenomenal, e é muito diferente do grid presente no Telluride, que, pelo tamanho da imagem, não consegui achar um padrão suficientemente conclusivo para pode sugerir aqui.
Fica aí minha análise sobre a baboseira do plágio.
UPDATE – 05/01/2011 – encontrei imagens maiores do logo da ONG, então resolvi incluir, assim como um diagrama de sobreposição de ambos, para verificar melhor qualquer confluencia formal.
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Eduardo Camillo é graduando no curso de Design da FAU USP, sócio fundador da Mínimo Design, e idealizador do Design em Artigos.








Edu, recomendo recorrer as leis de Direitos Autorais
(Lei 9610) e Marcas
(Lei 9289) para elucidar com mais propriedade seu belo artigo.
Muito obrigado pela sugestão, Armando… Pulei essa parte importante da pesquisa para fundamentar o post. Se precisar, coloco um adendo ao final dele!
Obrigado mesmo pela sugestão!
eduardo,
parabéns pela análise. essa falsa polêmica é muito desagradável mesmo, e fruto de muita má-fé. me assusta muito o fato de que algumas pessoas que se dizem estudantes ou profissionais de design apoiam essa história de “plágio”. fico imaginando a péssima qualidade da formação dessas pessoas, e a falta de ética profissional que demonstram.
só tenho uma correção a fazer: a referência é ao pão de açúcar, e não ao corcovado…
Wow, boa análise mesmo, já estava “googlando” por uma matéria do tipo.Achei que poderia dar muita polêmica como aconteceu na logo do da Copa no Brasil. Estamos em tempos de Guerra em relação a Marcas, está cada dia mais difícil ser digamos, original, pois qualquer lembrança a outra é motivo de acusação. E você fez bem nessa matéria, fez o inverso, comparou as Marcas parecidas e mostrou as diferenças para não ser julgadas. Up!
Eduardo, tudo bem?
Bem entendo a sua revolta. Acho desperdício de tempo e de energia designers e mais designers falando que é plágio.
O engraçado, a meu ver, é que a escolha dessa marca da um certo alívio, em relação a logo da Copa.
Encontrei esse link essa tarde, talvez ajude a exemplificar mais a sua revolta.
Link: http://migre.me/3plWE
Eu também acho absurda essa história de plágio.
Mas eu penso que a falta de originalidade desse logotipo é que possa ter provocado toda essa confusão. Foram utilizados ícones já bastante conhecidos e explorados..
Se fosse algo diferente e totalmente inovador, seria mais difícil presenciarmos essa polêmica!
Mas hoje em dia, num mundo de explosão de marcas, quem consegue ser totalmente inovador?
Abraços
Mônica
Edu,
Obrigada pela menção no seu texto, altamente desmerecida. Minha subjetividade conceitual não faz juz à sua análise formal e objetiva da marca das Olimpíadas.
É um fato que perdemos muito tempo com essa discussão. Só gostaria de fazer um comentário acerca das leis de direito autoral.
Uma debate tão ávido quanto este deveria ser considerado insumo suficiente para ampliar o debate da reformulação do direito autoral, assim como podemos aludir o sucesso desse processo licitatório de identidade uma consequência da polêmica da marca da Copa.
A lei de marcas deixou de contemplar as características das marcas criadas nos dias de hoje a ponto de autorizar, de certa maneira, que características formais de cariz abstrata possam denunciar falsamente processos de plágio enquanto permite, nesta contramão, que duas empresas possuam o mesmo símbolo desde que atuem em campos diferentes.
É esse mesmo tipo de absurdo que permitiu que a Nívea patenteasse o tom de azul
que utilizam. Ou a Deutsche Telekom, que patenteou o uso da cor magenta, uma tinta de produção, no território alemão. Não sei dizer quem está mais desinformado: quem deixa de citar tal lei ou quem a utiliza como argumento.
Assim, se me cabe um apelo, que utilizemos esse case para promover mais um debate importantíssimo para a consolidação da vossa profissão.
Um abraço a todos,
Beatriz.
Gostei da análise. Porem notei alguns buracos na sua linha de raciocínio, em especial no que diz respeito ao logo da telluride não ser tridimensional. Qualquer logo pode ser tridimensional, até mesmo seu quadradinho ali em cima (poderia ser um cubo, não é?). Então esse “grande diferencial”, alardeado aos quatro ventos pelos criadores, na realidade é apenas uma camuflagem, um algo mais que apesar de interessante, não é suficiente para carregar um conceito inteiro nas costas.
A alusão ao Pão de açúcar, a simpatia doish cariocaish, as cores da bandeira: todos esses elementos estão lá. O que falta na marca é espírito olímpico. Gente de mão dada, dançando, não representa uma olimpíada, e sim uma ONG, uma escola infantil, um carnaval fora de época. Esporte é competição, é a vitória, a conquista. Esse diferencial não poderia, de forma alguma, ficar de fora de um logo olímpico – tirando Londres 2012, mas esse tá perdoado porque era sua intenção ser totalmente abstrato.
Oi Pessoal!
Agradeço de verdade os comentários! Não esperava receber tantos, ainda mais com um post mal escrito e cheio de porcalhadas que nem esse…
Mas, tentando passar pelas idéias principais, o primeiro deles é sobre o comentário do Ramon Smith… Pois é… É isso que dá um paulistano querer falar sobre o Rio… Troca tudo. Vou arruamar lá!
Sobre as questões dos direitos autorais, eu realmente não domino o assunto, e vejo que você, Bia, sabe muito mais… Talvez eu devesse realmente ter dado uma olhada antes de escrever o post, pois vai que, afinal, haveria algo no logo da ONG que realmente a lei ampararia como plágio por parte do logo das olimpíadas, por mais que minha percepção não tenha visto…
Esses pontos que levantou, e a clara necessidade de retomar tal debate (talvez não seja nem retomar, mas começá-lo mesmo) é de verdade muito importante… Fiquei alarmado com esses exemplos que apresentou, porque, daqui a pouco, a falta de criatividade no resultado de projetos será decorrência da falta de áreas para serem exploradas, já que estará tudo com suas marquinhas e plaquinhas de “o ciano é meu”, “esfera vermelha com ponto preto é meu”, “mãos dadas são minhas”, etc etc…
Eu não tenho como levantar esse debate agora, pois, como disse, não entendo absolutamente nada de direitos autorais com propriedade suficiente para criticar… Mas quero, de alguma maneira contribuir! Faz-se necessário estudar mais!
Vou deixar aqui um link recomendado pelo Armando Fontes no seu twitter: http://marioav.blogspot.com/2011/01/rio-2016-mais-um-triunfo-da-banalidade.html – pelas observações do Mario Amaya, Monica Fuchshuber, talvez o interessante seja, no final das contas, registrar um conceito clichê para que ninguém mais utilize!
Além de concordar com seu post esclarecedor, acho que quem espalhou essa ideia de plágio são: 1 – pessoas que não aceitam que brasileiros façam algo digno de nota e de visibilidade mundial; 2 – pessoas incapazes de fazer sequer um logo pro botequim da esquina.
Eduardo, gostei de sua análise e acho que as pessoas muitas vezes confundem releituras, seja do que for, com plágio. Chegaram a comparar a logo com “A Dança” do Matisse, o que é uma santa ingenuidade. Referências não estabelecem um plágio, apenas inspiram! Só não entendi na verdade o porquê do Fred, da Tátil, fazer um comentário de que nunca tomou conhecimento da logo da Telluride, quando este nome, pelo menos para todos que são designers ou estão no meio, souberam do escândalo que houve entre esta marca e a do Carnaval da Bahia de 2004, aquela sim, um plágio escancarado!
De resto, acho a marca excelente em sua dinâmica, mas ao mesmo tempo também concordo com uma pessoa que postou um comentário questionando o fato de pouco remeter ao “movimento” olímpico. Porém, creio que isto não tira o valor da criação que, do meu ponto de vista está explorando espetacularmente toda a mobilidade, visualização artística e funcional que só uma marca tridimensional pode oferecer. Diria que é um marco no processo criativo, e que é totalmente compatível com a evolução tecnológica das ferramentas de criação gráfica. Eu mesmo, muitas vezes, utilizei-me do Studio Max 3D para poder visualizar um projeto de logomarca em toda a sua potencialidade e, mais que tudo, usabilidade. Estão de parabéns, você por seu comentário, e a Tátil pelo resultado final do logotipo Rio 2016. Abraço. Ricardo.
HENRI MATISSE – A DANÇA
O logo da ONG é que parece plagio do Matisse…
Não é a primeira vez que ocorre.
O brasileiro fica diferente do da ONG e lembra a forma do Pão de Açucar e reflexo do mesmo na Baia…
Gostei dos argumentos.
Avá!!!
Foi plágio!!!
Aqui só vi que defenderam o formato e não a figura!!!
FOI PLÁGIO!!! Até o autor do quadro “A Dança” se manifestou!!!
É uma vergonha para a nação do Design Gráfico!!!
JÁ COMEÇAMOS COM ESTE MERDELÊ!!!
Sério que o Matisse se manifestou? Que beleza, hein?
Não concordo que foi plágio. Idéias próximas porém o conceito e a forma são totalmente diferentes e é isso que sobressai. Consigo dissociar totalmente um logo do outro. Se começarmos a olhar com calma veremos que muitas marcas são parecidas, então tudo vira plágio assim. É muito simplista falar que copiou a idéia. Por sinal AMEI esse logo. Achei muio bem feito, totalmente coerente com o evento e com a imagem do Rio. Essa idéia de escultura ficou bem clara. Aliás um bom logo é assim, harmõnico nas formas e claro na informação.
Em homenagem ao amigo que bate um papo com o matisse, sr. dashxi:
http://www.siouxcitysue.com/links/MPL%20logo.gif
mas fazendo um comentário de verdade… o que eu acho peculiar sobre a legislação é mais a brecha que ela abre para dizer que algo é certo simplesmente por não ser exatamente o errado. (argumento mal escrito, perdão)
lendo o comentário da bia sobre as marcas que criam patentes para suas cores, ou elementos particulares lembrei do caso da Tiffany’s, a joalheria, eles tem a cor patenteada mas isso não impede que uma série de joalherias mundo a fora usem cores muito próximas que claramente remetem à Tiffany’s, mas e ai? o que fica sendo então plágio, referência, homenagem, ou mesmo se valer do prestígio alheio?
não acho que há um pingo de plágio nesse logo, acho simplesmente que se valeu de uma série de símbolos comuns.
Parabéns pelo excelente texto, Eduardo. Com relação ao plágio, eu geralmente assumo uma postura esquerdista, mais ou menos definida neste meu post: http://www.designsimples.com.br/filosofia-do-design-parte-ix-impropriedade-intelectual/.
Plágio está sempre relacionado à propriedade intelectual, e portanto a conhecimento ou criatividade. Não se trata de um bem material. Quem gera conhecimento ou é criativo, em minha opinião, está sendo altruísta ao oferecer algo verdadeiramente humano às pessoas. Acho paradoxal e egoísta protestar a autoria daquilo. O reconhecimento deve ser natural e, sobretudo, vir de nós mesmos antes de esperarmos o reconhecimento alheio. Quem se sente plageado é porque não tem segurança sobre o próprio trabalho.
O plágio é errado sim, mas isso deve partir da consciência de quem pretende plagear. Pois isso é natural do ser humano: você aprende a falar imitando as pessoas, aprende a amar vendo nos filmes, etc. Sem falar nas evidências já comprovadas por Kuhn: Einstein não inventou a teoria da relatividade, Galileu não descobriu que a terra é redonda, Newton copiou na cara dura o conceito da força gravitacional… você pode encarar de duas formas: ou todo ser humano é plageador por natureza, ou o conhecimento e a criatividade não é passível de ser mensurado individualmente. Eu prefiro adotar o segundo ponto de vista.
Portanto, quando alguém plageia, na verdade está apenas em fase de aprendizado: como quando vc mostra um desenho pra sua mãe, ou quando Picasso passa meses tentando reproduzir um Velásquez. Esta pessoa merece reconhecimento? Merece sim, todos merecem reconhecimento pelo seu aprendizado. Mas este reconhecimento nunca será maior do que o da obra original, que traz consigo todo o aprendizado de uma vida inteira. Você mesmo se auto-reconhece quando cria algo por si só, sem copiar ninguém. O problema é o egoísmo de achar que aquilo é propriedade sua.
Claro que, em tempos de internet sendo levada a sério, temos um outro fator importante: http://ofimfoiontem.tumblr.com/post/2570954609/e-a-pura-verdade-pra-esse-mundo-informatizado . A internet é a descentralização e a democratização do conhecimento. Isso não é problema, o problema é que as pessoas ainda não sabem lidar com isso. Nós ainda achamos que o nosso umbigo é o centro do universo, quando na verdade o centro está mais pra cima, na cabeça, naquilo de Lévy chama de inteligência coletiva.
Portanto, essa logo do Rio 2016 foi plageada? Foda-se. Sinceramente, estou cagando para isso. Deve ter sido sim, e daí? Vejam o que o próprio criador da logo falou: http://esporte.uol.com.br/ultimas/multi/?hashId=olimpadas-2016-logomarca-do-evento-gera-polmica-04029C366AD0919307&mediaId=8924569 . E aí, símbolos universais são plágios ancestrais? O cara sabe o que tá fazendo e merece sim toda a grana que ele deve ter ganhado.
Talvez alguém deva avisar nosso(a) amigo(a) Dashxi (?) que Henri Matisse deixou a vida de artista (e este mundo) em 3 de novembro de 1954 e se ele manifestou-se contra a logo das olimpíadas, certamente foi através de psicografia ou algo parecido. Desculpem-me a ironia, mas francamente, tem gente que não sabe exatamente em que mundo está!
Esse é o comentário mais lúcido que eu li a respeito do boato.
Mas convenhamos que o cerne da ideia foi coincidentemente o mesmo, em ambos os casos.
Também convenhamos que mesmo com breves semelhanças (por exemplo, as cores), o resultado do escritório carioca dá um show de criatividade e sofisticação, o que não acontece com seu primo gauche de sotaque yankee.
Num universo de 6 bilhões de mentes criativas isso é perfeitente natural.
Eduardo,
parabéns por ter aberto a discussão em seu blog, e assim contribuído para torná-la mais pública. Coloquei um link para o seu post no meu blog: http://www.posto12.blogspot.com
Um abraço,
Ana Luiza Nobre
Incontestável o logo das Olímpiadas no Rio!
Vejam a opinião dos gringos.
http://www.underconsideration.com/brandnew/archives/holding_hands_in_rio.php
Olá, ou leigo no assunto, vou opinar humildemente mesmo assim. Achei interessantes as análises, mas alguém poderia comentar mais a respeito da escolha (ou desenho) da FONTE? Achei, como direi…meio “árabes”. O logo no final das contas é um conjunto, são os FANTASMINHAS + FONTES, não? As letras não são um pouco antiquadas, assim como o degradé? Meio anos noventa…isso vai durar até 2016? Como escultura, monocromática, achei MUITO mais bonita, e em P&B também. Menos “olímpico”, mas mais chic…
Acredito que a questão da coloração – da Telluride – tem ligação com as etnias e nações (isso é presente tbm nos círculos padrões das Olimpíadas) e já marca da tátil, fica mais vinculado as posições / colocações no pódium.
Muito bom o post.
Caros.
A materia é parruda e bastante lúcida, entretanto, fica claro que houve no mínimo um “estudo” de logotipos para a criação do logo da Rio2016, afinal, plagiando um velho ditado, neste mundo tudo se copia. O que me deixa um tanto indignado é que, nós brasileiros famosos por sua criatividade, sobretudo p/ sobrevivermos a tantas dificuldades…, poderíamos inovar. Mas vamos em frente, e que venham os jogos.
FALTOU OESTUDIO NA CONCORRÊNCIA !!! =)
FALTOU OESTUDIO NA CONCORRÊNCIA !!!